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É possível um veículo comprado em leilão obter seguro de carro?

Um dos meios de se conseguir um veículo com um valor bem mais em conta é através de leilões, e claro que, além do cuidado redobrado que é necessário ter quando comprar um carro nesta modalidade, o seguro está na lista de “cuidados a serem tomados”. Mas afinal: carro comprado em leilão pode ter seguro?

A resposta é sim, porém ele precisará passar por vistoria e contar com a aprovação da seguradora. O real problema de um carro leiloado está mais em seu processo de compra do que no processo do seguro do carro, pois primeiramente você precisará se atentar ao leilão - sim, nem todos os leilões são confiáveis ou contém veículos em um bom estado de conservação, então primeiramente confira se o leilão é confiável e avalie muito bem o produto antes de dar o lance arrematador.

No leilão, é primordial que você conheça as categorias básicas, pois a partir delas você já identificará uma oportunidade mais segura e interessante, desde que o estado de conservação dele esteja bom. As categorias são:

Veículo recuperado de financiamento

Neste caso, os veículos costumam ser apreendidos em perfeito estado, apenas como um modo de quitação da dívida com a financeira, porém, vale dizer que esse tipo de veículo é aceito com percentuais que variam entre 75% a 95% do valor de tabela do carro, ou seja, em caso de perda total, o segurado não receberá o valor total da tabela FIPE e sim, uma porcentagem.

Veículos recuperados de sinistros de médio ou grande porte

Nesta categoria, é quase certo que você apenas consiga uma proteção para furto e roubo do veículo, pois ele já sofreu avarias. Mesmo você consertando esses danos, os sinistros prévios aumentarão o risco de novos sinistros. Mas, como cada caso é um caso, é ideal que a seguradora solicite uma análise completa da seguradora.


Veículos constando como “Sinistro Recuperado”

Sinistros leves não costumam ter tanta influência na hora de avaliar um seguro para um veículo comprado em leilão, mas um carro com sinistro recuperado pode não obter seguro. Nessa situação, a indicação de seguro recuperado significa que o sinistro foi, pelo menos, de porte médio. Sendo assim, ele foi mais grave, e seu conserto pode ter criado maior chance de sinistro, afinal de contas, uma peça que já quebrou tem mais chances de quebrar novamente.


Veículos constando como “Sinistro Indenizado”

Assim como a categoria anterior, as chances de uma seguradora aceitar cobrir um veículo neste estado serão remotas, pois nessa categoria estará veículos com um sinistro total, onde os danos ao veículo são maiores que 75% do custo do carro. Normalmente, veículos nesta categoria são tratados como sucata.

Chassi remarcado

Essa categoria se dá para aqueles veículos que tiveram o chassi remarcado, seja por um acidente que danificou a marcação, alteração por roubo ou furto ou pela corrosão pelo tempo. Neste caso existe a possibilidade de aceitação no seguro do carro, desde que a desvalorização da tabela FIPE fique entre 10% e 30%.

Com essas categorias analisadas e com a obtenção do carro, agora é a hora de dar entrada com o processo do seguro e entregar os documentos solicitados, tal como o laudo de inspeção veicular fornecido pelo Detran, e exija uma vistoria no veículo antes de aceitar um não, pois um seguro de carro não pode ser recusado por uma seguradora sem nem sequer passar por vistoria técnica para verificação da estrutura do veículo, muito menos negar o seguro do carro pelo fato do veículo ser oriundo de leilão.

Essa prática fere o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, sendo abusiva a recusa do serviço nessa situação. Lembrando que nenhuma seguradora de veículos pode cobrar taxas adicionais devido o veículo ser proveniente de leilão, então caso se depare com essa situação, denuncie a seguradora à Susep (Superintendência de Seguros Privados) e ao Procon de sua cidade.

As seguradoras não são obrigadas a segurar o veículo mesmo se ele estiver com a sua documentação em dia e for aprovado na vistoria, mas a mesma deverá justificar a negativa por escrito.

Fonte: Smartia